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terça-feira, 22 de abril de 2008

Banana Sul do Estado de SC


A produção de banana na região sul do Estado é um componente econômico importante na geração de emprego e de renda para os pequenos produtores rurais, tendo contribuído ao longo do tempo, para a estabilidade de preço e do consumo da fruta e, conseqüentemente, cooperando para as política publicas voltadas a fixação do homem no campo.

No entanto nesta região, de um modo geral, é possível caracterizá-la como uma cultura de baixa produtividade, baixo nível tecnológico e de elevadas perdas na pré e pós-colheita, podendo chegar a 30% da produção. Por outro lado se observa, em outras regiões do país, um crescente interesse por esta cultura, não tradicional em seus cultivos, como forma de diversificação de atividades e principalmente por ser uma alternativa lucrativa e viável do ponto de vista da otimização das atividades da propriedade, onde esses produtores não têm como fonte de renda uma única cultura.

Diante das constantes ameaças sinalizadas pelo mercado, é fundamental e urgente promover uma reestruturação no processo produtivo com foco em iniciativas que induzem estabelecer vantagens competitivas ao nível comercial.
O projeto da bananicultura, em processo de implantação no sul do Estado, cujo objetivo é promover o setor produtivo dentro da ótica sustentabilidade e competitividade, mapeou e elegeu a localidade da Sanga da Curva situada no município de Jacinto Machado como a região geográfica referencial para receber as ações que proporcionarão o desenvolvimento do setor. Dentre estas ações o projeto priorizou a realização de um diagnóstico sobre a qualidade e a fertilidade do solo utilizado para a produção de banana. Os resultados servirão de subsídios e estímulos para que as demais regiões busquem implantar manejo equilibrado e sustentável na produção e produtividade da cultura.

A bananeira é uma planta de crescimento rápido, necessitando para a manutenção de rendimentos elevados ao longo do tempo, de reposição permanente e em grande quantidade dos nutrientes extraídas do solo, os quais deverão invariavelmente ser disponibilizados pelo produtor por meio de fertilizantes e corretivos e proporções adequadas às necessidades da cultura.
A maioria das áreas cultivadas na região encontra-se implantada em terrenos íngreme que ultrapassam em muitos casos declividade superiores a 45º e em solos considerados regulares em fertilidades. A utilização de solos pouco férteis e a falta de manutenção dos níveis adequados de nutrientes durante o ciclo da planta são um dos principais gargalos da competitividade, da qualidade e da baixa produtividade da bananeira, diagnosticada e identificada na região pelos técnicos e fiscais agropecuários da Cidasc, que hoje se situa ao redor de 9 toneladas/ha/ano.

Aliado a este modelo, destacamos ainda como agravante, o manejo intensivo do solo, a monocultura e o aumento do uso de agrotóxicos, fertilizantes e corretivos, que na ânsia de elevar a produção agrícola, tornaram-se práticas comuns na atividade. A utilização massiva destas práticas, muitas vezes sem a orientação e a supervisão de um responsável técnico, tem ocasionado perda da matéria orgânica do solo, erosão, contaminação das águas superficiais e subterrâneas, além de provocar uma excessiva compactação do solo com prejuízos imensurável a planta, levando a um declínio permanente da produção e, conseqüentemente, a uma degradação dos recursos naturais do solo.
A adubação racional é indispensável à obtenção da melhor rentabilidade econômica da produção e à preservação da qualidade do ambiente, do contrário, pode vir a afetar negativamente a qualidade do solo com a conseqüente perda da produtividade.
Portanto, para uma fertilização racional, é necessário conhecer as necessidades nutritivas da planta, a fertilização do solo através do teor de nutrientes, as características dos fertilizantes empregados e o seu comportamento no solo. A partir do balanço necessidades-disponibilidades poderemos com segurança determinar e recomendar os nutrientes e sua respectivas quantidades que deverão ser fornecido ao solo para garantir uma adequada nutrição da planta.

Para isso, a análise do solo constitui-se ainda, o meio a que mais freqüentemente se recorre para fundamentar uma correta utilização de fertilizantes, dada a facilidade e rapidez com que pode ser obtido. Informações como textura dos solo, o pH, a matéria orgânica, o fósforo (P), o potássio (K) , o nitrogênio (N), cálcio (Ca), Zinco, Manganês, Boro e o magnésio (Mg), elementos estes que irão fundamentar o profissional para uma correta prescrição técnica sobre a quantidade a ser disponibilizada a unidade de produção.
Partindo da premissa que a nutrição da planta é um fator determinante para que a bananeira produza uma elevada quantidade de frutos em um curto período de tempo é imprescindível, para obtenção de produções economicamente rentáveis, investimentos em gestão e tecnologias, entre elas as voltadas a aplicação de fertilizantes e corretivos em quantidades e proporções equilibradas ao extraído pela cultura na sua fase produtiva.

Volpato

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