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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Balneário Campo Bom, nem o frio do inverno ofusca a beleza da praia e a harmonia do espaço. Estar na praia é energizar-se, se reconectando com as sua convicções, com suas crenças, com seus costumes e com aquilo que de melhor você têm, que é a vida. E neste cenario o som ds ondas, o
vento, o mar, o sol, a areia e o clima calmo e tranquilo é a combinação perfeita para relaxar e se desligar da rotina que muitas vezes nos angustia tanto. Para quem esta na praia, aproveite. Para os que não estão, a sugestão é desacelerar e de uma passadinha por lá e curti as coisas boas que o lugar oferece.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

NOVA PRAGA DA LICHIEIRA EM SC

A Aceria litchii, conhecido como ácaro-da-erinose-da-lichia, é uma das principais pragas da cultura de lichia na Austrália, China, Havaí, Índia, Pasquistão, Tailândia e Taiwan. A praga foi constatada pela primeira vez no Brasil em 2008 atacando severamente plantas de lichieiras adultas no Município de Limeira SP. Em 2015 fiscais da CIDASC identificaram a praga em Florianópolis atacando plantas em pomares domésticos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Novas pragas são um risco para a safra 2015/2016

Encontro em São Paulo reuniu especialistas, que apresentaram a mosca-da-haste, uma nova variedade da Helicoverpa e a invasora Amaranthus como perigos do ciclo. Na última quinta, dia 10, especialistas estiveram reunidos em São Paulo para apresentar as novas pragas e apontar caminhos para a erradicação desses invasores, que já causam prejuízos aos produtores em várias regiões do país. Nos últimos meses, três novas pragas agrícolas foram detectadas, o que serviu para discutir a importância da defesa fitossanitária no Brasil. Entre as novidades, a que mais preocupa até o momento é a Melanagromyza sp., também conhecida como Mosca-da-haste da soja, identificada no Rio Grande do Sul em julho deste ano. Trata-se de uma praga importante na Austrália, onde causa perdas de até 30% na produção de grãos. A Melanagromyza também está presente no Paraguai e Argentina, que podem ter sido a origem dos invasores encontrados no Brasil. – É preciso mais agilidade. Paraguai e Argentina poderão fazer o controle da Melanagromyza mais facilmente, pois terão produtos disponíveis para o combate mais rapidamente. Eles já estão testando produtos. No Brasil, a burocracia deve retardar a chegada desses produtos –afirma Jerson Guedes, pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria. Outra ameaça também apresentada é uma nova variedade da lagarta Helicoverpa, que tem causado prejuízos bilionários aos produtores brasileiros nos últimos anos. Identificada no Ceará, aHelicoverpa punctigera é tão agressiva quanto sua “prima” armigera. Estimativas indicam uma perda potencial de até 16 sacas por hectare de soja, 54 sacas na cultura do milho e até 76 sacas no algodão. A terceira espécie apresentada, já conhecida por muitos cotonicultores, é a Amaranthus palmeri, principal praga do algodão e soja nos Estados Unidos, identificada pela primeira vez no Brasil há alguns meses no estado do Mato Grosso. A falta de controle pode causar perdas de até 91% na cultura do milho, 79% na soja e 77% no algodão, segundo bibliografia norte-americana. A Amaranthus chama a atenção por não manifestar qualquer sintoma de fitotoxicidade após a aplicação de herbicidas, o que torna o seu combate ainda mais difícil. Publicada em: 12 de setembro de 2015 - Site Canal Rural.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2014

Detecção da praga cochonilha rosada em Santa Catarina

O serviço de defesa sanitária vegetal detectou pela primeira vez, no território catarinense, a presença da praga cochonilha rosada do hibisco - Maconellicoccus hirsutus. A detecção da praga foi verificada em espécies de hibisco cultivado como planta ornamental na área urbana da cidade de Itajaí. A ocorrência deu-se durante a realização do levantamento de detecção da praga ocorrido durante o mês de julho/2014, onde foram inspecionadas, por fiscais agropecuários, as plantas hospedeiras da praga cultivadas em todo o perímetro urbano da cidade de Itajaí. Materiais com sintomas e amostras de insetos foram coletados e encaminhadas ao baboratório de diagnostico fitossanitário – Agronômica de Porto Alegre – RS que confirmou se tratar de Maconellicoccus hirsutus. Não temos relato, até o presente momento, da ocorrência da praga em espécies vegetais de importância econômica, quer seja em áreas rurais ou urbana. Osmar Volpato

Detecção da praga Drosophila suzukii (Matsumura, 1931) no Brasil atacando frutos de morangueiro no RS

Drosophila suzukii (Matsumura, 1931) (Diptera, Drosophilidae) é uma praga polífaga conhecida como Drosófila da Asa Manchada ou SWD. É uma espécie originária do Japão em expansão mundial na atualidade. A praga tem se alastrado rapidamente por países da Europa e América do Norte e ocasionando danos econômicos expressivos em diversas frutíferas, especialmente em pequenos frutos (GOODHUE et al. 2011). No Brasil, a SWD foi recentemente registrada no Rio Grande do Sul quando exemplares foram coletados num horto florestal do município de Capão do Leão (SOUZA et al., 2013) e em três reservas biológicas do estado de Santa Catarina (RAMIREZ et al., 2013). D. suzukii infesta grande diversidade de frutos, sobretudo aqueles de pele fina. As cerejeiras estão entre os hospedeiros preferenciais de D. suzukii tanto no centro de origem da praga como em áreas invadidas recentemente: América do Norte e Europa. Os danos dependem da variedade e podem chegar a 100% (COATES, 2009). Morangueiros também são hospedeiros preferidos desta espécie. As perdas variam conforme o local e o manejo adotado. Existem relatos de danos entre 60 e 100% quando o controle não é realizado (GRASSI et al., 2011; BURRACK, 2012). As framboeseiras e amoreiras também sofrem danos significativos pelo ataque de D. suzukii. Nos EUA há registros de perdas na ordem de 20% (BOLDA et al., 2010). Mirtileiros são considerados hospedeiros preferenciais de D. suzukii. Existem registros recentes de danos econômicos nesta cultura no Japão, China e EUA, com perdas atingindo 40% da produção BOLDA et al, 2010). Em pessegueiros, apesar de haver poucos registros de perdas em pomares localizados no centro de origem da praga, há relatos de danos econômicos significativos nos EUA, na ordem de 20% (CPAN, 2009). Em videiras a preferência está relacionada à variedade e ao teor de açúcar. No Japão danos econômicos e sérios impactos já foram relatados (CFIA, 2011), no entanto, nas áreas invadidas recentemente não há registros de perdas elevadas até o momento (BERRY, 2012). Fonte: Régis Sívori Silva dos Santos - Eng. Agr., Dr. Pesquisador Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Novo fungo ameaça plantações de banana no mundo inteiro

Uma nova subespécie do mal-do-Panamá ataca a variedade do fruto mais cultivada no globo, a cavendish. No Brasil, a doença compromete mais de 90% das bananas que chegam ao mercado. O surgimento de uma nova versão do fungo que dizimou plantações de bananas no mundo inteiro durante a primeira metade do século 20 fez a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitir um alerta. Batizada de 4 Tropical (TR4), a nova subespécie do agente patogênico causador do mal-do-Panamá já foi encontrada em plantações na Ásia, Jordânia e Moçambique. A preocupação é que o problema chegue à América Latina e também ao Brasil. Nesta segunda-feira (14/04), a FAO pediu que os países produtores sejam mais ativos no monitoramento e prevenção da doença, considerada uma das mais destrutivas. A TR4 é mais agressiva do que as outras versões existentes do fungo. Ela ataca mais de 50 variedades de bananas, como as cavendish, que incluem os tipos nanica e nanicão. As bananas cavendish, líderes no mercado mundial de exportação, eram até então resistentes à essa praga. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fungo ameaça também as variedades prata e maçã. Juntas, essas variedades correspondem a mais de 90% das bananas que chegam aos supermercados no Brasil. "É difícil falar em termos reais, as probabilidades de a TR4 entrar no Brasil, mas eu diria que são altas e pode ser questão de tempo. O fungo pode entrar por diferentes vias, como solo contaminado em sapatos, ferramentas, mudas de bananeira – visivelmente sadias, mas infectadas –, além de plantas ornamentais que podem também ser hospedeiras", conta Miguel Angel Dita Rodriguez, engenheiro agrônomo da Embrapa. O fungo causador do mal-do-Panamá sobrevive no solo por até 30 anos. Ele entra nas bananeiras através das raízes e invade seu sistema vascular, causando a sua morte. A planta contaminada raramente produz frutos. História se repete O cultivo de banana já foi ameaçado pelo mal-do-Panamá no início do século 20. A doença ganhou o nome do local onde foi observada pela primeira vez, por volta de 1890. Depois de uma década, o mal já havia aparecido na Costa Rica, Suriname, Trindade e Tobago, Cuba, Porto Rico, Jamaica, Honduras e Guatemala. Entre as décadas de 1920 e 1950, o fungo se espalhou por todas as regiões que cultivam banana na América, chegando ao Brasil. A principal variedade plantada e exportada na época era a gros michel. Nesse período, a variedade do tipo maçã quase sumiu do mercado brasileiro. Segundo o historiador da Universidade Carnegie Mellon John Soluri, que pesquisa o tema há mais de 20 anos, o mal-do-Panamá devastou principalmente a economia dos países produtores de banana, além de prejudicar os agricultores que dependiam dessa cultura. "O maior impacto foi a criação do que chamo de agricultura itinerante, ou seja, as companhias de frutas mudavam suas plantações de região em região, país em país, em busca de solos livre do fungo. Isso funcionava de cinco a 20 anos, até a doença chegar", afirma Soluri em entrevista à DW Brasil. Por causa dessa prática, os consumidores não teriam sido afetados e o preço não teria sofrido variações drásticas. Na época, a banana foi salva graças à substituição da gros michael pela variedade cavendish, iniciada na década de 1950. É justamente esse tipo que está sendo atacado agora pela nova raça do fungo. O historiador não acredita que faltará banana para o mercado de exportação. Para ele, quem irá sofrer os impactos de uma possível epidemia são os pequenos produtores que abastecem os mercados locais e de subsistência na África e na América Latina. "A ideia de que a banana será extinta é mais um fenômeno cultural de marketing do que puramente biológico ou ecológico", reforça Soluri. Segundo a FAO, a banana é a oitava cultura alimentar mais importante do mundo e a quarta nos países em desenvolvimento. Ela é plantada em mais de 135 países, principalmente por pequenos agricultores e para a economia local. Menos de 15% da produção mundial é exportada. Os maiores produtores são Índia, China, Uganda, Filipinas, Equador e Brasil. Prevenção é a melhor solução Ainda não foi descoberta uma substância química ou método que possa combater e matar qualquer uma das subespécies desse fungo, eliminando-o do solo. Outras raças já estão presentes no Brasil, porém as variedades cavendish cultivadas no país são imunes a elas. Assim, a melhor maneira de evitar a epidemia é a prevenção. "Os produtores precisam se certificar de que o material usado na plantação está livre da doença, além de impedir a entrada de plantas e solo doentes na fazenda. Sistemas de irrigação e drenagem também têm um papel importante na transmissão do fungo e um planejamento nesse sistema deve ser levado em consideração", afirma Fazil Dusunceli, do departamento de produção e proteção vegetal da FAO, em entrevista à DW Brasil. Além das medidas preventivas, o cultivo de variedades resistentes à TR4 é outro método indicado para evitar maiores impactos nas plantações. Segundo Dusunceli, pesquisas feitas nessa área já identificaram variedades resistentes, que possuem o mesmo gosto e atributos da cavendish, mas mais estudos ainda precisam ser realizados. Apesar de um possível grande impacto sobre o mercado caso a doença se espalhe pelo globo, especialista não acreditam que a banana será extinta pelo mal-do-Panamá. "Existe uma grande diversidade de variedades de bananeira e já existem pesquisas que identificaram genótipos resistentes à TR4", reforça Rodriguez fonte: Deutsche Welle

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Permanência do jovem produtor rural no campo – Qual a Perspectiva?

A agricultura catarinense tem como um dos seus mais importantes desafios, frente à necessidade de disponibilizar ao mercado alimentos com qualidade e quantidade atreladas a preservação dos recursos naturais, implementar um conjunto coerente de incentivos para a permanência e instalação dos jovens nas zonas rurais, quer como produtor, empreendedor rurais ou como prestador de serviços dirigidos a exploração agrossilvipastoril. É estratégico e imperativo para o país e fundamentalmente importante para Santa Catarina, em razão das características fundiárias das nossas propriedades, rejuvenescer os agentes que dão sustentação a produção agropecuária e florestal do estado. Temos observado que os incentivos e os esforços dispendidos pelas autoridades não tem amenizado o êxodo que vem ocorrendo de forma continua e sistemática ao longo dos últimos anos. As politicas públicas e os recursos disponibilizados não tem sido suficientes para atrair os jovens remanescentes da zona rural a se profissionalizarem e investirem na atividade que é, por natureza, de elevado risco econômico. É consenso nos mais variados setores da agricultura que todas as politicas devem ser focadas no sentido de consolidar uma agricultura que esteja em constante evolução e que seja rentável e sustentável, bem como buscar mecanismos de estabilização dos rendimentos e agregação de valor, mesmo dentro de um contexto de grande volatilidade de preços e dos custos de produção, cujos agentes e o mercado estão diretamente submetidos. Políticas de compensação financeira, em razão dos elevados padrões de exigências ambientais, sociais e de bem estar animal impostos compulsoriamente aos produtores mediante normas e regulamentos, devem ser implementadas e aperfeiçoadas constantemente em todos os âmbitos da produção agropecuária. Vale lembrar que o jovem rural, munido pela sua vocação e educação transformadora, identifica, no seu horizonte profissional, a sua permanência no campo, vontade esta, indispensável para garantir a sobrevivência da atividade na zona rural. Temos clareza e consciência da importância de se levar informação, conhecimento e perspectiva de vida aos jovens rurais, capacitando-os para continuar produzindo com esmero e em um nível de rentabilidade que lhe atraia, reconheça e valorize o trabalho de campo. Entendemos que os jovens produtores rurais tem que se sentirem protagonistas deste movimento e consequentemente do fortalecimento da agricultura familiar. Para que os efeitos deste cenário nada animador possam ser amenizados, a sociedade deve cobrar dos governos constituídos, ações e políticas públicas que gerem e assegurem o desenvolvimento e o apoio consistente na disponibilização de crédito, inovação tecnológica, assistência técnica, capacitação e organização da produção, como instrumentos que gerem perspectivas segura ao jovem optar a permanecer e viver no meio rural.Eng° Agrº Osmar Volpato

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Câmara setorial da cadeia produtiva da citricultura

Durante os dias 6 e 7 de fevereiro do ano em curso, foi realizada em Brasília - DF a trigésima reunião da câmara setorial da cadeia produtiva da citricultura e repasso algumas informações que foram discutidas no event e que julgo importante. A câmara, cuja finalidade básica é apoiar, acompanhar é deliberar sobre os grandes temas da citricultura nacional é sem duvida, o principal fórum de discussão e identificação de oportunidades para o desenvolvimento do setor e de toda a cadeia produtiva da fruta. Todas as questões estratégicas e de interesse comum, quer seja de âmbito técnico, jurídico, econômico, politico ou social são discutidos e harmonizados pelos seus representantes legais e posteriormente levado ao conhecimento das autoridades competentes na busca do apoio às soluções que o segmento requer como medida estratégica para a viabilidade da produção e do comercio de citros e seus derivados. Nesta reunião, entre outros temas da pauta, o assunto que dominou o encontro foi o embarco imposto pelo governo americano ao suco de laranja concentrado produzido no pais, face a detecção da presença de resíduos de agrotóxico do ingrediente ativo carbendazim. O carbendazim é um fungicida que está legalmente registrado no Ministério da Agricultura e que pela sua eficiência agronômica é largamente utilizado pelos citricultores brasileiros no controle do fungo conhecido como Guignardia citricarpa, agente causal da moléstia conhecida como pinta preta dos citros. O governo americano, numa ação unilateral e aparentemente sem um embasamento técnico que justificasse a decisão, reduziu repentinamente os limites máximos deste resíduo que eram de 80 ppb para 10 partes por bilhão, ou seja, adotou um limite oito vezes maior do que aquele considerado seguro pelas autoridades sanitárias mundiais. Com essa nova referencia, parte do nosso suco não conseguiu atingir o índice proposto e acabou sendo rechaçado pelas autoridades como estando fora do padrão sanitário. A propósito, aproveito para esclarecer e tranquilizar os consumidores brasileiros que os índices de tolerância praticado pelo país são extremamente seguros e estão em consonância e dentro das normas e dos padrões mundiais estabelecidos pela organização mundial da saúde. Lembro, ainda, que a comunidade econômica europeia, cujo mercado de alimentos é extremamente controlado e exigente no que tange ao controle de qualidade, adota um índice de resíduos de 200 ppb para o ingrediente ativo em questão. Porém, enquanto não se resolve este imbróglio a recomendação da câmara de citricultura é para que os produtores brasileiros suspendam temporariamente a utilização dos agrotóxicos que trazem na sua composição a molécula do carbendazim. Enquanto perdurar este senário os citricultores devem buscar auxilio junto aos órgãos públicos e privados de pesquisa e extensão rural para que adotem medidas e manejo de controle da praga utilizando outros produtos agrotóxicos que estejam devidamente registrado para tal fim e que possam atender as exigências do mercado americano que é estratégico e economicamente importante para o país. Outro tema importante que despertou interesse de todos os representantes foi sobre a necessidade de um projeto de modernização da produção e do comercio de frutas para consumo in-natura, também conhecida como fruta de mesa. Dentro da cadeia produtiva a fruta destinada ao consumo in-natura tem uma importância econômica e social fundamental na sustentabilidade do setor. Aproximadamente cinco milhões de toneladas da frutas são comercializada no pais com esta finalidade, gerando milhares de emprego e agregando valor e consequentemente aumentando significativamente a renda dos produtores. No entanto, em razão da ausência de uma politica de fomento, apoio e modernização deste segmento, o mercado brasileiro, anteriormente abastecido pela nossa fruta, vem cedendo continuamente espaços substanciais ao produto importado. É cada vez mais expressiva a presença de laranjas e tangerinas frescas, oriundos de diferentes países, sendo comercializadas nas gôndulas dos supermercados e quitandas com qualidade e preços extremamente competitivos. Para fazer frente a esta situação foram elencadas, como prioridades, uma gama de demandas de caráter técnico, fiscal, tributário e legal, que devem ser viabilizadas pela câmara para que o setor de frutas frescas possa voltar a ser atrativo e novamente competitivo junto ao mercado nacional. Uma outra demanda identificada e que vale o registro, diz respeito a atualização das normas de padronização que regem a identidade, a qualidade, o acondicionamento e a apresentação de laranjas e tangerinas quando destinadas ao comercio para o consumo in natura. A legislação que normatiza esta matéria completou 31 anos de existência e carece urgentemente de uma revisão global para que volte a ser um instrumento de referencia na busca da melhorias continuas para o aprimoramento permanente da qualidade da fruta. Da mesma forma, encontra-se a legislação que trata da normatização do cancro cítrico. A adequação desta norma possibilitará aos estados implantarem sistemas de mitigação de risco para a praga e com isso possibilitar aos produtores voltarem a comercializar o produto in natura com a qualidade e a segurança fitossanitária pactuada pela regulação. A câmara, sensibilizada com o tema, dará o devido encaminhamento junto as autoridades competentes para que o novo regulamento fitossanitário da praga seja prontamente agilizada, concluída e publicada.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2012


QUE AS LUZES DESTE NATAL ILUMINEM O CAMINHO QUE IREMOS PERCORRER CADA DIA DO ANO VINDOURO. QUE NO ANO NOVO TRIUNFEM A FELICIDADE, A ALEGRIA A SAUDE A FRATERNIDADE, A PAZ E O AMOR
DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E QUE 2012 SEJA UM ANO PRÓSPERO, DE MUITA PAZ E DE MUITAS REALIZAÇÕES... FELIZ NATAL E SUCESSO A TODOS!
OSMAR VOLPATO

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Santa Catarina se destaca na comercialização de mudas cítricas produzidas em ambiente protegido


Santa Catarina vem se  destacando  no cenário nacional como importante  pólo de produção  de mudas cítricas  com  alto  padrão de qualidade física e fitossanitária.
Os municípios de Rio Do Oeste, Laurentino e Pouso Redondo, localizado na região do Alto Vale do Itajaí, próximo a Rio do Sul é onde está  concentrada toda a produção de mudas cítricas para fins comerciais do estado.
Estes municípios tradicionalmente produtores de mudas cítricas vem constantemente aprimorando o sistema de cultivo como forma de oferecer aos citricultores um produto com a mais alta performance produtiva. 
Conectados com as exigências do mercado e as demanda do setor, os produtores de mudas  desta região tem, permanentemente, buscado incorporar ao sistema,  novas tecnologias de produção, seguindo as normas e os rigorosos padrões de qualidade  que garantam resultados promissores  e sustentáveis aos negócios citrícola  de todo o país.
Responsável pela produção de um milhão de mudas, os produtores vem substituído o sistema de produção conhecido como “a céu aberto” pelos modernos viveiros ou estufas que permitem produzir mudas e seus insumos num ambiente completamente protegido contra o ataque de pragas e insetos vetores transmissores  de doenças que colocam em risco a produção e a produtividade dos materiais de propagação destas espécies.
O sistema de produção de mudas cítricas em ambiente protegido, permitiu  aos produtores monitorarem com eficácia a amplitude dos viveiros e com isso  reduzir os riscos de ataques de patôgenos como Phytophthora, clorose variegada dos citros - CVC,  nematóide, cancro cítrico, pinta preta e tantos outros que dificilmente se conseguiria no sistema convencional.
No inicio do processo de mudança, muitos questionamentos surgiram no meio produtivo a respeito da viabilidade técnica, econômica e operacional da produção de mudas sob telado.   Era evidente a preocupação dos produtores quanto ao processo que ora se discutia em razão de não haver muitas informações a respeito de fatores até então limitantes a produção de mudas a partir desta tecnologia, como por exemplo, o controle da irrigação, demanda por nutrientes, métodos para diagnósticos de necessidades nutricionais,  recomendações de nutrição e fertirrigação,  manejo estes, de capital  importância   neste sistema  produtivo.
Passado os cinco anos, o cenário que se observa em nível de campo é animador e promissor. Os produtores de mudas, efetivamente comprometidos com o sistema e com a qualidade, já dominam com excelência o manejo de produção a qual tem permitido extrair das estufas, mudas cítricas de diferentes cultivares e com padrão de  qualidade igual ou superior aos  melhores materiais de propagação do país.
Atualmente o estado dispões de treze viveiros telados em plena produção onde são extraídas mais de seiscentas mil mudas e outros em fase de construção, que deverão começar operar na próxima safra.
A medida que se avança na discussão é cada vez mais evidente,  entre os especialistas a  afirmação de que a luz da ciência atual, o modelo de produção de mudas cítricas em viveiro telado é a melhor opção quando se trata de produzir material  e de alta qualidade genética e fitossanitária, com certificação e  rastreabilidade que permite ao citricultor conhecer a origem e traçar caminhos históricos do produto essencial para a melhoria de processos futuros e para a competitividade da citricultura nacional.

Eng° Agrônomo Osmar Volpato

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Monilinia laxa podridão em pessegueiro


Podridão parda! Pesquisando sobre o tema, contatei que no Brasil até então, a única espécie relatada como agente causal da podridão parda em frutas de caroço era a Monilinia fructicola. Porém 2008 foi constatado a presença de Monilinia laxa causando a podridão em pessegueiro no município de Jundiaí no estado de São Paulo.
Observando a lista de pragas, a Monilinia laxa não aparece como quarentenária para o Brasil, o que é muito estranho, haja vista que a disseminação do fungo se da também pelo fruto, além do elevado prejuízo econômico causado pela molestia onde ele esta presente.
Compartilho o tema com os colegas porque em Santa Catarina foi constatado, na gôndola de um grande supermercado, a presença da praga em partidas de pêssegos procedente da Espanha.
Gostaria de ter mais informação sobre a epidemiologia da praga e principalmente sob a forma de disseminação.
Esta informações poderão ser úteis para os produtores no sentido de aprimorar a vigilância e o monitoramento de seus pomares.
Se algum colega puder ajudar, disponibilizando algumas informações técnica a respeito do assunto, agradecemos.

Osmar Volpato

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Responsável técnico – RT no contexto da defesa sanitária vegetal

A responsabilidade técnica tem por principio, dentro das sociedades organizadas, resguardar os interesses dos indivíduos dentro de sua coletividade, sobre a égide dos preceitos do código de ética e dos regulamentos que norteiam os processos, cuja execução, requer o acompanhamento legal do profissional especializado.
Dentro do sistema de certificação fitossanitária o responsável técnico – RT é o profissional, engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, legalmente habilitado e com a credencial do órgão estadual de defesa, para elaborar, implementar e manter atualizadas as boas práticas fitossanitárias no processo de produção e beneficiamento de produtos de origem vegetal, hospedeiros de pragas quarentenárias. Os serviços prestados pelo RT são materializados por meio de emissão de certificados fitossanitários, elaboração de relatórios, pareceres, planos e projetos, e por toda as atividades que compreendem a sua formação técnica.
É o RT que vai atestar através da certificação fitossanitária de origem – CFO ou da certificação fitossanitária consolidada - CFOC, que as condições fitossanitária das partidas de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal, estão em conformidade com as normas da defesa sanitária vegetal do País.
Na prática o RT é o profissional que responde integralmente de forma ética, civil e penal, pelas atividades de defesa sanitárias vegetais desenvolvidas por si e por outros profissionais a ele subordinados. É importante salientar que os responsáveis técnicos responderão solidariamente com o infrator, pelas infrações éticas e técnicas que por ventura vier a ser cometidas no exercício da atividade sob sua responsabilidade.

Entre outras atribuições deste profissional, lembramos que compete ao RT:
Assegurar que ações comuns e efetivas sejam tomadas para prevenir a dispersão e a introdução de pragas quarentenárias de plantas e de produtos de vegetais, bem como promover medidas apropriadas para o controle e a erradicação dessas pragas;
- Atestar, através da certificação, que as condições fitossanitária das partidas de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal, estão em conformidade com as normas de defesa sanitária vegetal do País;
-Acompanhar todas as fases da cultura e manter os registros do Livro de Acompanhamento de campo atualizados de acordo com o disposto na Instrução Normativa nº 55 de 2007 do Ministério da Agricultura;
- Emitir o Certificado Fitossanitário de Origem - CFO ou o certificado de fitossanitário de origem consolidado - CFOC;
- Assegurar que os produtos sejam manipulados, classificados, embalados, armazenados e transportados de forma a permitir a identidade, a rastreabilidade e a conformidade fitossanitária estabelecidas nos regulamentos oficiais;
Estas atribuições são delegadas a estes profissionais após aprovação em cursos de certificação fitossanitária, especifico por praga, organizado e ministrados pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal, devidamente aprovados pelo MAPA.
Eng. Agrº Osmar Volpato

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ferrugem Asiática da Soja – manejo preventivo é a melhor solução

Para os produtores de soja de Santa Catarina, os próximos 90 dias que antecedem o plantio da cultura é um período estratégico e decisivo para o sucesso da produção. Técnicos e produtores sabem o quanto a soja é susceptível ao ataque de pragas e doenças que causam sérios prejuízos econômico a lavoura. No entanto, quando falamos em ferrugem asiática os cuidados tem que ser redobrados. Isto porque a doença, ocasionada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é extremamente agressiva podendo provocar perdas de até 100% da produção se não for controlada a tempo.
Uma das estratégias de manejo da praga é quebrar o ciclo de desenvolvimento do fungo a nível de campo, eliminando toda e qualquer planta viva que germinaram voluntariamente, no entorno das áreas de cultivo. No entanto, apesar de ser um manejo importante, que objetiva reduzir a fonte de inóculo do fungo, e que deve ser perseguido por todos os produtores, há dificuldade de se manter o ambiente de produção livre da praga, em razão do patógeno poder também sobreviver em hospedeiros alternativos existentes e comuns nestas regiões. De acordo com os especialistas, já foram catalogadas 95 especies diferentes de plantas hospedeiras classificadas como secundárias, pertencentes a 43 gêneros infectadas pela praga.
Além de ser beneficiada por estas condições, a sobrevivência do fungo é extremamente favorecida pela facilidade de sua disseminação que é dada através da dispersão pelo vento, dos uredosporos que são suas estruturas de contaminação.
Todas estas condições quando atuam de forma associada acrescidas com períodos de chuvas bem distribuídas, acompanhadas de longos períodos de molhamento de folha e mais uma temperatura entre 18 a 28ºC, considerada ótima para o desenvolvimento da doença, a infecção e consequentemente a contaminação está “garantida”, sobrando ai, um rastro de prejuízos aos produtores.
A planta quando infectada apresenta um rápido amarelecimento ou bronzeamento das folhas, o que ocasiona uma desfolha prematura. A queda antecipada das folhas impedem a plena formação dos grãos tornando-os imaturos, verdes, chochos e consequentemente com menor rendimento e qualidade.
O Ministério da Agricultura, dentro da politica de fortalecimento do sistema de produção de soja, instituiu, através da publicação da Instrução normativa nº 02 de 2007, o programa nacional de controle da ferrugem asiática da soja. O regulamento tem o objetivo de congregar e definir as ações estratégicas de defesa sanitária vegetal, com suporte e o apoio da pesquisa agrícola e da assistência técnica, em prol da prevenção e controle da praga.
Além de definir as competências de todos os entes da cadeia produtiva, a referida norma estabelece a implantação dos Comitês Estaduais de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, e esse, por sua vez com a responsabilidade de constituir os grupos regionais de controle da praga, ambos representados por produtores técnicos, pesquisadores e fitossanitaristas envolvidos com a cultura.
Em SC o comitê foi constituído através da Portaria nº 5/2008 de 15/04/2008, publicada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O comitê, que no primeiro momento, optou pela implantação do vazio sanitário como estratégia adicional de manejo e controle preventivo da praga, mas que, motivado por fortes argumentos técnicos dos especialistas, voltou atrás na decisão e sugeriu a revogação da norma. Seus membros entenderam que o compromisso e a responsabilidade do controle é de todos, não necessitando que o estado intervisse isoladamente no processo.
Mesmo o estado não tendo um programa oficial de controle da ferrugem asiática, técnicos e produtores catarinense de soja devem estar atentos para que mantenham as áreas de produção de soja, os arredores de seus armazéns e à beira das estradas dentro da área de seu domínio, livres de plantas voluntárias ou guáxas que possam ser fontes potenciais de contaminação da praga. As plantas quando encontradas devem ser eliminadas através da aplicação de produtos químicos ou métodos mecânicos.
Lembramos que, de acordo com a norma vigente, cabe aos órgãos de assistência técnica e extensão Rural organizar treinamentos para técnicos e produtores em manejo fitossanitário, com ênfase na prevenção e controle da ferrugem asiática da soja, bem como, participar dos programas de manejo integrado de pragas nas áreas de produção, a fim de recomendar as medidas fitossanitárias necessárias.
Eng.º Agrº Osmar Volpato

terça-feira, 21 de junho de 2011

Declaração Adicional – DA


Muitos colegas que visitam o blog, ainda tem alguma dificuldade de compreensão sobre a “declaração adicional” - DA que devem constar obrigatoriamente nos documentos de certificação fitossanitária como o CFO/CFOC e PTV. A conceituação legal consta na instrução normativa 55 do Ministério da agricultura, no entanto, no sentido de corroborar para uma melhor compreensão, eu tenho dito que a declaração adicional é um atestado emitido pelo responsável técnico ou por um fiscal agropecuário, a qual indica formalmente que as partidas de plantas, partes de plantas ou produtos de origem vegetal foram rigorosamente produzidos, acondicionados e/ou inspecionado, de acordo com os critérios estabelecidos na legislação em vigor. É através da informação prestada mediante uma declaração adicional que se caracteriza oficialmente o cumprindo aos requisitos fitossanitários específicos para cada praga regulamentada. Entendo que é a forma de assegurar que os produtos destinados ao transito nacional ou internacional são isentos daquelas pragas quarentenarias que exigem notificação obrigatória das autoridades fitossanitárias ou atendem as conformidades da lei. A emissão da declaração adicional é um ato que envolve e compromete todos os atores do sistema de certificação no firme proposito de assegurar aos produtos comercializados, hospedeiros da praga, as condições fitossanitárias regulamentadas. Isso permite que as partidas transite e chega ao seu destino sem nenhum embaraço fitossanitário impostos pelos órgãos de defesa vegetal.

Osmar Volpato

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sistema de Mitigação de risco da praga sigatoka negra completa 6 anos


A Norma federal que estabeleceu a regulação dos procedimento para implantação de área livre e do sistema de mitigação de risco da praga sigatoka negra completa 6 anos.
No dia 3 de junho de 2005 o Ministério da Agricultura editou a Instrução Normativa n° 17 que definiu as ações fitossanitárias cujo objetivo era assegurar medidas de prevenção à introdução e a disseminação bem como, promover meios de controle da praga.
A norma estabelecida possibilitou, ao setor produtivo, aprimorar o manejo do sistema de produção e de pós-colheita da banana, incorporando ações e medidas de controle inovadoras cada vez mais comprometida, harmonizadas e sintonizadas com as exigências do mercado.
De acordo com as autoridades fitossanitárias, a sigatoka negra, cujo agente etiológico é o fungo Mycosphaerella fijiensisé, continua sendo a praga mais importante da cultura da banana, em razão dos prejuízos econômicos e sociais ocasionado pela ação devastadora da doença.
A Sigatoka Negra foi identificada pela primeira vez em 1963 nas ilhas Fiji mais precisamente na ilha Vite Levu na região do Vale da Sigatoka o continente Asiático donde derivou o nome da praga. A partir daí foi-se disseminado mundo afora, chegando na América em 1972, onde foi observado em Honduras e posteriormente a infestação em toda a América Central e Caribe. Na América do Sul, o primeiro registro deu-se na Colômbia em 1981, depois no Equador em 1989 e mais recentemente em Cuba e na Venezuela. No Brasil a praga foi notificada primeiramente no Estado do Amazonas em 1998 mais precisamente nos municípios de Benjamim Constant e Tabatinga. De acordo com o Ministério da Agricultura a praga já atingiu todo o estado do Amazonas, Rondônia, Acre, parte do Mato Grosso, Amapá, Roraima e Parte de Minas Gerais, São Paulo, Parana e Santa Catarina.

Em Santa Catarina a presença da praga foi confirmada em outubro de 2004 após um amplo diagnostico realizado nas bananais catarinenses. A confirmação da praga trouxe de imediato enormes prejuízos ao sistema produtivo do estado. Mercados importantes como Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e outros que sanitariamente eram considerados como áreas livres da praga, impuserem barreiras sanitárias impedidos que a fruta chegasse até os consumidores. O resultado desta ação foi uma queda brutal nos preços em função do excesso de fruta no mercado e consequentemente redução na renda dos produtores.
A partir daí, buscou-se a mobilização e o envolvimento de todos os segmentos envolvidos na cadeia produtiva na busca de definir mecanismos normativos que viesse proteger o patrimônio sanitário da bananicultura a nível nacional e ao mesmo tempo que viabilizasse o sistema de comercialização a partir da adoção de medidas quarentenárias que fossem efetivamente seguras.

O trabalho culminou com a publicação da Instrução normativa Nº 17 de 31 de maio de 2005 que estabeleceu, entre outros, o Sistema de Mitigação de Risco da Praga Sigatoka Negra para que fosse legalmente implementado em áreas contaminadas pela praga. O sistema, definido pela norma, trata da integração de diferentes medidas de manejo de risco de pragas das quais, pelo menos, duas atuam independentemente com efeito acumulativo, necessárias para atingir um nível apropriado de segurança fitossanitária para a fruta no momento da comercialização. Graças a esta normatização que resolveu os conflitos que permeavam o setor e a determinação dos produtores catarinenses em implementar as exigências da norma, a bananicultura catarinense cresceu e se fortaleceu como estado produtor e exportador da fruta.
O setor produz anualmente em torno de 680.000 toneladas da fruta, numa área de 30.000 hectares aproximadamente. Fazem parte, oficialmente, do sistema de mitigação de risco da praga 1.683 unidade de produção que totalizam uma área de 14.988 hectare de banana representando 50% da área total cultivada. A unidades de produção inscrita no órgão de defesa do estado são responsável por 369.514 toneladas de banana que detêm a certificação fitossanitária e consequentemente a autorização legal para transitar por todas as unidades de federação e do Mercosul sem nenhum embaraço comercial por conta de barreiras fitossanitárias.


Osmar Volpato

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Código floresta e a defesa sanitária vegetal


Senhores, segue para conhecimento carta que encaminhei ao deputado Aldo Rebelo sobre o codigo florestal brasileiro.

Ilustríssimo Deputado Aldo Rebelo, bom dia!
O Brasil tem acompanhado com grande interesse a acalorada discussão sobre a aprovação do novo código Florestal brasileiro, projeto este, que envolve toda a sociedade brasileira em prol da construção de uma nova consciência no âmbito da preservação ambiental. A proposta, que é inovadora irá, com certeza, impulsionar o processo de sustentabilidade politica, econômica e social, tão almejado pela população, como sendo estratégico para o desenvolvimento e a estabilidade ecológica do país.

Tenho acompanhado o processo de normatização de diversos temas que comporão o futuro código e, no entanto, não tenho visto nenhuma citação a respeito de plantios ou de preservação de especies vegetais que apresentam restrições ou riscos fitossanitários utilizadas para repovoamento de matas ciliares ou de reposição de áreas de APP ou coisa que o valha. Digo isso, porque dentro do sistema de defesa sanitária vegeta, coordenado pelo Ministério da agricultura e executado pelos estados, já exigem inúmeras normas que disciplinam esta matéria. É de conhecimento público que todas as especies vegetais hospedeiras de pragas quarentenárias devem ser monitoradas, tratadas, manejadas ou erradicadas de suas áreas de origem para que não se tornem um produto veiculador da disseminação de pragas ou doeças para outras áreas de produção de interesse comercial, de forma que não se tornnem uma ameaça ao patrimônio agrícola brasileiro.

Desta forma, para que sejam evitados grandes conflitos com a sociedade, nós profissionais da área de defesa sanitária vegetal, estamos propondo, a vossa excelência, que interfira junto a comissão encarregada da elaboração do projeto, para que seja incorporado no referido código a restrição a respeito de cultivos de especies vegetais que já se encontram devidamente regulamentados pelo governo brasileiro. Entendo que esta matéria deve ser indiscutivelmente contemplada no novo código florestal para tanto proponho que os membros da comissão façam uma consulta a área competente do Ministério da Agricultura e busque o assessoramento técnico necessário para elucidar o tema e assim incorporar no projeto.

Certo de contar com o apoio de vossa excelência, que com tanto brilhantismo, competência e sabedoria vem conduzindo esta importante missão, me coloca a disposição para maiores esclarecimentos.


Osmar Volpato
Florianópolis/SC

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cochonilha Rosada do Hibisco


Detectada a cochonilha rosada no estado de Roraima. Considerada até então quarentenaria A1 para o Brasil, a cochonilha rosada, conhecida pela sua coloração, tem como centro de origem a Índia, de onde espalhou-se para várias regiões do mundo. Atualmente encontra-se na Austrália e ilhas do pacífico, Ásia, Oriente Médio e África.
Em 1995 foi relatada em Granada, espalhando-se rapidamente em 16 ilhas da região do Caribe e em 1997 foi detectada na América do Sul, na Guiana. Em 1998 foi encontrada em Martinica e Guadalupe.
Anunciada previamente pelos especialista que a sua entra no Brasil era somente uma questão de tempo, a previsão acabou se confirmando.   Primeiro porque o pais oferece condições climáticas favorável ao estabelecimento e desenvolvimento desta praga em todo o território nacional, segundo porque o brasil apresenta uma vasta lista de especie vegetal hospedeiras primárias da praga cujo cultivo abrange todo o território nacional e por último pela própria fragilidade do sistema de vigilância nacional responsável pelo controle.
A cochonilha, cujo nome cientifico é Maconellicoccus hirsutus, é um inseto altamente polífago e que ataca mais de 353 espécies de plantas de importância economica, entre elas estão aquelas pertencentes aos grupos das frutíferas, hortícolas, silvícolas e ornamentais, tais como: manga, mamão, maçã, citros, uva, goiaba, figo, abacate, carambola, coco, banana, maracujá e, ainda, tomate, tamarindo, pepino, abóbora, pimenta, jiló, alface,moranga; hibisco, primavera, cróton, alamanda, ixora, antúrio, helicônia, scheflera, lantana e fícus, entre inúmeras outras. Além disso, culturas importantes para o Brasil, como algodão e café, são também infestadas por essa praga.
Em função do alto risco e do perigo que representa para a agricultura nacional, o ministério da Agricultura emitiu um Alerta fitossanitário, recomendando a todos os órgãos de defesa sanitária dos estados, vigilância redobrada na fiscalização de todos os produtos oriundos do estado de Roraima, bem como dos estados vizinhos.
O Ministério da Agricultura deverá repassar orientação especifica sobre os procedimentos que deverão ser implementados pelos órgão de defesa para o seu controle.
Enquanto isso, produtos oriundos deste estado somente poderão ingressar em SC acompanhadas de  PTV cuja declaração deverá constar que a partida é livre da praga.

Eng. Agrônomo Osmar Volpato

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Riscos com a colheita de frutas imaturas


O Brasil, graças ao esforço coletivo das cadeias produtivas tornou-se um dos três maiores produtores mundiais de frutas, com uma produção que supera trinta e cinco milhões de toneladas anuais. De acordo com os dados oficiais a base agrícola da produção de frutas abrange atualmente 2,3 milhões de hectares de áreas cultivadas, gerando em torno de 4 milhões de empregos diretos (2 a 5 pessoas por hectare) e um PIB agrícola que gira em torno de US$ 11 bilhões.
A destinação desta produção historicamente tem sido canalizada para atender a demanda do mercado interno, no entanto, este cenário vem se transformando em conseqüência dos novos dos canais de comercialização voltados principalmente a exportação que vem se abrindo e que tem sido conquistado pelo setor produtivo.
A conquista do mercado internacional de frutas frescas tem sido assegurada principalmente pela implementação e desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas basicamente pelo emprego de manejos de pré-colheita, pós-colheita, conservação, embalagem e transporte, possibilitando a fruta chegar aos pontos de consumo dentro dos padrões de qualidade e de segurança alimentar sanitariamente desejados.
No entanto, tem-se constatado, ainda com freqüência, em algumas cadeias produtivas, o uso de praticas comerciais que nada tem agregado vantagens ao setor, muito pelo contrário, desagrega e compromete o consumo e o hábito do consumo diário da fruta. Refiro-me a prática adotado por alguns produtores, que não tendo nenhum grau de comprometimento com a atividade, se aproveitam de uma oportunidade momentâneo de preço, em função da baixa oferta do produto e antecipam a colheita da fruta mesmo que esta não tenha adquirido ou atingido o ponto de maturação ideal para o seu consumo.
A colheita precoce da fruta, mesmo aquelas dos grupos das climatéricas como por exemplo, maçãs, pêssego, kiwi e goiaba, ou aquelas pertencente aos grupos das não-climatéricas como é o caso das uvas, laranjas e abacaxis, interrompem seu desenvolvimento prejudicando o processo de amadurecimento, comprometendo e provocando perdas irreparáveis na qualidade final do produto.
Especificamente no caso da maçã, o mercado consumidor atribui qualidade a fruta através da sua aparência, sabor, odor, textura, valor nutritivo e segurança alimentar. Entre este atributos de qualidade, a textura é considerado fundamental para o consumidor , pois esta relacionado com o "flavor", onde através dos mecanismos de liberação de compostos presentes no produto, proporcionam sabor característico a frutas sendo perceptíveis ao paladar e olfato. No entanto, colheitas antecipadas de frutos ainda imaturos e que não atingiram o estágio de desenvolvimento fisiológico ideal de maturação e que apresentam resistência de polpa superior aos limites mínimo definido para o consumo, compromete a cadeia produtiva e colocam em risco a credibilidade do setor junto ao seus consumidores.
De acordo com a IN nº 05/2006 a maçã, destinado ao comercio, deve apresentar apropriado grau de desenvolvimento fisiológico e firmeza de polpa de acordo com as características de cada cultivar.
De acordo com a referida norma, os limites de maturação admitidos estão baseados na firmeza da polpa da fruta, cuja medida é realizada com um aparelho conhecido como penetrômetro, com ponta ou ponteira de 7/16 polegadas de diâmetro, na qual se obtêm um resultado que é expresso em libras/polegada quadrada.
O quadro abaixo mostra que é permitido até 5% (cinco por cento), do número de frutas contidas na embalagem, cuja firmeza de polpa esteja abaixo do mínimo ou acima do máximo estabelecido.

Resistência da polpa permitida por cultivar. Cultivares

Resistência de Polpa
Mínima e Máxima (lbs) /pol2)
Fuji e mutações 10 22
Gala e mutações 9 22
Golden e Mutações 9 20
Melrose, Granny
Smith, Starkrinson,
Red Delicious,
Jonared, Jonagold
e outras 9 18

Acima destas tolerâncias o lote de maçã é classificado como “Fora de Categoria” , não podendo ser comercializado para o consumo in natura necessitando, neste caso, ser rebeneficiado, repassado, desdobrado, mesclado ou recomposto e reclassificado, para enquadramento em Categoria, ou então destinado somente a industrialização.
Aos produtores e aquelas empresas classificadoras de maçã e outras frutas que enfrentam a mesma situação, que ainda insistem nesta prática antiga e nada saudável de levar vantagem a qualquer custo, que revejam suas praticas e seus conceitos e passem a observar e se adequar as normas vigente que regem o setor para o beneficio de todos.

Osmar Volpato

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

BOAS FESTA E UM FELIZ 2011


Este é um momento de renovação de espíritos e de reflexão sobre o que fizemos neste ano que finda e ainda perfeito para renovar nossos propósitos para o ano que chega.
Que o ano novo seja, sobretudo, carregado com clima perfeito para que cada um de nós realce o dom da solidariedade e da compreensão.
A todos, um 2011 de muita paz e realizações
Osmar Volpato

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Permissão de transito vegetal


A Discussão no momento é se permanece o termo PTV ou segue o mesmo destino da área animal e se adota o termo Guia de transito vegetal - GTV.
Eu entendo que, apesar das teses pró e contra a respeito do tema, o importante é discutir o finalidade do documento utilizado para regularizar o transito de plantas, parte de vegetais ou produtos de origem vegetal. De acordo com as normas do MAPA, a PTV é o documento oficial emitido pelos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal para assegurar qualidade fitossanitária as partidas de produtos hospedeiros de pragas quarentenárias no transito.
De acordo com o regulamento a PTV será exigida, no trânsito, para a movimentação de produtos de origem vegetal com potencial de veicular Praga Quarentenária A2, quando sair de uma UF na qual ocorra a praga .
Com esta afirmação já surge uma grande polemica, por conta das divergências na interpretação da norma. Explico: Uns advogam que a PTV deve ser emitida somente para as pragas presentes no estado. Ou seja, quando o estado é considerado área indene em relação a uma praga, sua emissão é facultativa, com exceção daquelas partidas que serão consolidadas e formarão um novo lote para comercialização.
Outra corrente teoriza afirmando que a PTV deve ser emitida para todas as pragas quarentenárias, independentemente de estar presente ou não no estado de origem. Nestes casos específicos, segundo as autoridades que defendem esta tese, na declaração adicional deve constar que a “(partida é proveniente de área indene da praga tal...)”
Taí o grande Imbróglio!!! Se tese é verdadeira, a pergunta que não se cala é: Neste caso é necessário ter um Certificado fitossanitário de origem - CFO ou CFOC para salvaguardar as informações da PTV? E quanto as Unidade de produção e Consolidação - UPs e UCs, cujo cadastro exige um responsável técnico, deve ser cadastrada mesmo sendo área indene? E quem paga a conta ???.
Levanto essa discussão porque, nos últimos tempos, tenho ouvido dos especialistas muitas opiniões divergente sobre este tema. Assim, gostaria de ampliar a discussão ouvindo também a sua opinião.

Osmar Volpato